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Vítimas de violência - tratando as marcas que ficam


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A estudante universitária Mariane estava caminhando na rua durante o dia quando foi abordada por um rapaz que a ameaçou com um caco de vidro em seu pescoço dizendo: “Eu vou te matar, eu vou te matar”.

Com a ajuda de outras pessoas conseguiu se livrar daquela situação. Mas, infelizmente, sua vida não foi mais a mesma.

Atividades rotineiras como andar na rua, andar de ônibus, sair de casa, entrar em casa e a aproximação de pessoas passaram a ser acompanhadas de ansiedade, medo, taquicardia, respiração descompassada e sudorese.

Mariane também passou a ter alterações no sono e alimentação. Estas mudanças são provocadas pelas marcas que ficam no cérebro após situações de violência.

Nosso cérebro fica “ferido”, especialmente nas regiões responsáveis pela regulação no nosso estado emocional.

Diferente das feridas externas, não podemos vê-las, mas percebemos seus sintomas, que constituem o Transtorno de Estresse Pós-Traumático – TEPT, que pode evoluir para depressão, pânico, fobias, ansiedade generalizada, luto patológico, entre outros.

O trauma psicológico ocorre quando passamos por/ou presenciamos situações de grande estresse envolvendo morte ou ameaça de morte ou, ainda, ameaça de nossa integridade física e moral.

Tais traumas também podem ocorrer quando a vivência excede nossa capacidade de administrá-la racional e emocionalmente.

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático pode apresentar outros sintomas como:
- revivência do evento traumático por meio de lembranças intrusivas e sonhos,
- esquiva de estímulos associados ao trauma,
- redução do interesse de participar de atividades importantes do dia a dia,
- redução da afetividade,
- dificuldade para concentrar-se e hipervigilância.

Tais sintomas podem iniciar logo após o evento traumático ou seis meses depois dele e manterem-se por meses ou décadas.

O Brainspotting e o EMDR têm se mostrado ferramentas eficazes para o tratamento de vítimas de violência.

Mariane apresentou melhora significativa após quatro sessões de EMDR.

Na primeira consulta, lembrar do que ocorreu era o suficiente para trazer taquicardia, ansiedade e medo, ao final da mesma sessão, a lembrança não a incomodava mais.

O Brainspotting e o EMDR produzem tal resultado porque trabalham diretamente as feridas que ficam em nosso cérebro emocional estimulando mecanismos de processamento.

O EMDR recebeu nota A para o tratamento do Transtorno do Estresse Pós Traumático pela Sociedade Internacional para os Estudos de Estresse Pós-Traumático (A, a nota mais alta que se pode receber) .

Graças a técnicas como estas, feridas emocionais podem ser cicatrizadas em alta velocidade para que possamos levar nossas vidas adiante.


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Publicado em: 09/09/2009. Última revisão: 28/05/2019
 COLABORADORES 

Paula Fernanda Batista - IEME Comunicação
www.iemecomunicacao.com.br
(41) 3253-0553

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Psicóloga clínica, formada pela UFPR. Especialista em Administração pela FAE: Planejamento Estratégico e Gestão de Negócios. EMDR e Potencial Criativo: da Terapêutica ao Desempenho Ótimo, com David Grand (E.U.A). EMDR níveis I e II, com Esly Regina de Carvalho (Brasil) e nível II também com Graciela Rodrigues (Argentina). Brainspotting fases I e II, com David Grand (EUA). Estudos sobre Psicologia da Energia.
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