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Orientações básicas ao paciente alérgico em pediatria


Controle Ambiental:
- Em termos de moradia, dentro do possível, entende-se como ideal para o paciente alérgico uma casa de alvenaria, com teto de laje, piso lavável ou que permita limpeza úmida constante. Se houver presença de mofo, passar Merthiolate incolor pelo menos uma vez por semana.

- Manter a residência arejada mas sem criar "correntes de ar". Usar aspirador de pó, ou pano úmido para limpeza. Nunca usar espanador ou pano seco. O alérgico deve evitar permanecer no ambiente durante a limpeza deste, mesmo seguidas as orientações.

- Não aplicar na casa nenhum inseticida spray ou aspirais, dando opção para os elétricos (com cuidadosa observação, e afastados cerca de 02 (dois) metros do alérgico) ou os ultra-sônicos. Evitar produtos com cheiro forte como: certas, desinfetantes, cloro, gasolina e derivados, perfumes, desodorantes, tintas, vernizes, etc. Não permanecer em lugares com muita poeira ou fumaça.

- Não utilizar aparelho de ar condicionado, umidificadores ou vaporizadores, pois os mesmos oferecem meios ideais para proliferação de fungos. Pelo mesmo motivo evita-se ter plantas dentro de casa principalmente com xaxins.

- No quarto do alérgico, além dos tópicos descritos acima, recomenda-se, ter apenas os móveis indispensáveis como cama e guarda roupa (sem objetos em cima). A cama deve ter um colchão e travesseiro de espuma, e se possível revestidos de tecidos plásticos, gabardine impermeável, ou similares impermeáveis. Evite bonecos de pelúcia ou de tecidos (travesseirinhos , nanãs) que não sejam laváveis ou que acumulem poeira, principalmente quando a criança tem o hábito de dormir com eles. Cortinas e tapetes não são recomendados, mas na impossibilidade de não tê-los, devem ser laváveis, e lavados à cada 15 (quinze) dias. Os cobertores devem ser de tecido sintético, anti alérgicos, laváveis ou em último caso revestidos com tecidos com as característica citadas.

- Animais domésticos são em sua grande parte grandes responsáveis pelas alergias. Deixe-os fora de casa quando deles, não possa se desfazer (respeite a ligação emocional). Ao invés de amimais com pêlos longos, penas, prefira peixes ornamentais, tartarugas, por exemplo.

- Não fume dentro de casa e incentiva práticas desportivas ao ar livre. Evite o stress!

Hábitos Pessoais
- O banho deve ser tomado no horário mais quente do dia (aprox. 12:00h), utilizando-se sabonete de glicerina neutro, com água morna (próximo à temperatura corpórea), rápidos e lavando-se os cabelos somente quando necessário. O vestuário deve estar de acordo com a temperatura ambiental, não usando roupas de lã (tanto o alérgico como a pessoa que vai segurá-lo nos braços). Opções de agasalhos: nylon, dralon, aflanelados anti-alérgicos, sintéticos laváveis.

- Não permitir que o alérgico brinque sobre tapetes ou sofás, evitando assim que inalem alérgenos, como: poeira, ácaros, restos alimentares mofados, pêlos, penas, entre outros. Procurar também evitar a manipulação de objetos guardados há muito tempo como, livros, papéis, objetos de porões, sótãos, bibliotecas, adegas etc. Procurando também é claro, não freqüentar estes lugares.

- Na escola, o alérgico deve sentar em local afastado da lousa, de cortinas, procurando assim, evitar principalmente o giz, e a poeira. Se possível não participar de atividades como limpeza do ambiente, e não ter contato com materiais alérgicos como todos os descritos nestes parágrafos. Não proibir um alérgico de praticar atividades físicas, deixe-o identificar sozinho os seus limites.

Profissão dos Pais
- Se os pais exercem atividades como: costura, manicure, salão de beleza ou seja, atividades dentro de casa, que o façam em cômodo isolado ao que o alérgico freqüente. Evite sua presença o quanto puder.

- Estas recomendações devem ser seguidas o mais seriamente possível, visto que é sabido que não há tratamento medicamentoso no mundo, que isoladamente funcione sem a devida profilaxia ambiental.

- Sem uma estreita colaboração do alérgico, dos familiares, dos amigos próximos e do médico, na obtenção destes hábitos de saúde, o tratamento não terá êxito.

- Com força de vontade e esperança, tenho certeza que logo sentirão os resultados. Não desanime!
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Publicado em: 01/06/2000. Última revisão: 29/09/2018
 COLABORADORES 
Dr. Carlos Patara Dr. Carlos Patara - médico graduado pela Universidade São Francisco em bragança Paulista S.P - Especialista em Pediatria pela SBP. Instrutor de reanimação Neonatal pela American Academy of Pediatrics e SBP. Atua como Médico Pediatra do Corpo Clínico Serviço de Pediatria e Puericultura do Hospital Novo Atibaia - Atibaia SP
CRM:60.871

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