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Habilidades sociais: conectando-se ao mundo


Em meio a festa, com a música ocupando todo o espaço e as várias turmas rindo ou batendo um papo animadamente, sempre encontramos a figura de um solitário que não consegue sentir-se cômodo em nenhum dos lugares da festa.

Quando comenta alguma coisa, passa desapercebido, se tenta introduzir um novo assunto, ninguém continua falando disso e devido a sua grande ansiedade para que os outros o considerem simpático ou inteligente, é classificado de chato.

Lá no fundo da escala de popularidade, essas pessoas não conseguem boas relações devido, principalmente, à sua capacidade social menos desenvolvida. Se você é um deles ou quer melhorar sua vida social, deve praticar porquê precisamos dedicar tempo para desenvolver essas qualidades sociais.

O Diretor do Shyness Research Institute e professor da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, Bernardo Carducci, explicou que desenvolver estas habilidades melhora a maneira como nos relacionamos com os outros.

O especialista agrega que "sem as habilidades sociais, torna-se fácil acabar tratando mau aos outros", inclusive aos que amamos.

Treinamento social

O professor Carducci apura que, entre todas as habilidades sociais, aquela mais fundamental para ter boas relações é a confiança em si mesmo, as outras, com um pouco de esforço, acabam vindo depois.

Segundo as pesquisas, melhorar as relações humanas traz inúmeros benefícios, tais como: a melhora na qualidade de vida, na saúde mental, diminuição do estresse e da depressão e, certamente, uma rede de apoio emocional mais extensa.

Para obter estes benefícios basta centrar-se em algumas situações de nossa vida e exercitar a capacidade humana de se relacionar:

1. Deve-se investir tempo no desenvolvimento das habilidades, isto significa que ao invés de evitar os contatos sociais, devemos marcar encontros e reuniões com amigos, e isso não significa somente ir a visita-los, mas ser visitado também.

2. Escutar, o complemento da fala, é também um hábito muito bom que envolve a capacidade de analisar o entorno antes de agir. Além disso, com esta atitude aprende-se a decifrar as emoções dos outros e também as próprias.

Outra vantagem de escutar é que, tomando conhecimento do que as pessoas falam, é possível introduzir assuntos de interesse as outras pessoas. Um conselho importante é usar perguntas abertas, não cair em respostas terminantes e, aliás, dar a oportunidade aos outros de se exprimir.

3. Aprender a manejar as próprias emoções: se bem que na maior parte do tempo se age por instinto, mas as boas habilidades comunicacionais também provêem de um adequado controle das emoções, sobretudo das negativas.

4. Lidar com o rejeição: já que, eventualmente, todas as pessoas se enfrentam com a rejeição, esta não deve se atribuir a causas internas. Assume-se que provém de muitas fontes e, aliás, utiliza-se para criar novas formas de aproximação das pessoas.

Também implica declinar convites ou propostas dos outros de um jeito educado. E, em quanto seja possível, oferecer alternativas à proposta.

5. Aproveitar os conflitos: estes eventos são momentos adequados para conhecer melhor aos outros, melhorar o linguagem, ganhar informação valiosa e tornar mais sólido um relacionamento.

Um conselho útil é explicar os próprios pontos de vista, o que resulta em uma conversação mais conciliadora.

6. Humor: ver a luz, inclusive nos momentos mais difíceis ajuda a viver melhor e à fazer mais gratas as relações.

Sentir-se cômodo

Exercitar as habilidades sociais faz que a vida seja uma estrada mais agradável de percorrer, com mais amigos e menos solidão.

No entanto, não deve-se exagerar. Segundo Carducci, ter muitos contatos sociais pode tornar-se um problema quando as pessoas começam a dedicar tempo demais na procura de popularidade, ignorando outros aspectos da sua vida como a família, os estudos ou o trabalho.

Aliás, é importante assumir que, longe de motivações egoístas, melhorar nossas habilidades sociais tem como objetivo o fato de nos sentirmos melhor, e assim fazer que os outros sintam-se mais cômodos com a nossa presença.
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Publicado em: 01/03/2001. Última revisão: 22/11/2018
 COLABORADORES 

Jornalista Miguel Valdívia - especial para a Saúde na Internet