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Métodos preventivos: sua importância ao cuidador e ao idoso dependente


Didaticamente, considera-se idosa a pessoa com mais de 60 anos. E segundo dados da literatura científica, a maioria dos idosos não conseguem manter bons níveis de higiene bucal ou de suas próteses necessitando muitas vezes do auxílio dos cuidadores para realizá-la.

E isto pelo fato que com o envelhecimento, ocorrem alterações fisiológicas que limitam as funções do organismo, o que provoca nos indivíduos da terceira idade, uma maior dependência para a realização do autocuidado, necessitando em um certo momento do auxílio de um cuidador.

Basicamente, a denominação de "cuidador" pode ser compreendida como a pessoa da família (ou não) que é responsável em suprir as necessidades de outra pessoa, dando apoio, ajudando a outra pessoa em suas atividades, como as seguintes:
- fazer companhia;
- atuar como confidente;
- conversar sobre questões pessoais e emocionais;
- compartilhar atividades;
- ajudar a manter ou a reatar laços afetivos;
- arrumar e limpar a casa; preparar refeições;
- fazer compras;
- fazer e receber pagamentos;
- transportar e acompanhar ao médico;
- auxiliar o idoso ao caminhar; alimentar-se; tomar banho; higienizar-se; pentear os cabelos; usar a toalete;
- tirar o aparelho de surdez;
- colocar próteses (como a dentadura);
- auxiliar na escovação dos dentes; etc.

Então, o cuidador desempenha um papel importante para o idoso dependente e sua postura perante a realização da higiene diária é fundamental para manutenção da saúde bucal destes indivíduos.

Vale sinalizar que estudos na literatura científica demonstram que para muitos cuidadores, a higiene bucal tem menor prioridade.

E isto é de extrema relevância, já que outros estudos relatam que a atitude do cuidador em relação a sua própria saúde bucal influencia no cuidado que este oferece para o idoso.

Então, se o cuidador falha na conservação da sua própria higiene bucal, a tendência é que este transfira as mesmas ações para o idoso que está sob seus cuidados.

Outro fato que deve ser mencionado é que deve-se estimular o cuidador de idosos dependentes a organizar suas tarefas de cuidado de modo a ter oportunidades de se autocuidar, com o objetivo de tentar diminuir seu grau de estresse.

Isto pelo fato que muitas vezes o cuidador sobrecarrega-se nas suas atividades e se esquece de que é uma pessoa que também necessita de cuidados.

Vale ressaltar também que por várias razões, muitos idosos tem dificuldades de expressar suas necessidades em relação a sua saúde bucal. Consequentemente, o cuidador tem um importante papel em tomar iniciativa para o cuidado bucal.

Por isto tudo, é primordial que o cuidador tenha o conhecimento da importância e das necessidades de prevenção, higiene e cuidados que deve ser realizado consigo mesmo e que deve proporcionar aos indivíduos que estão envelhecendo.

Neste sentido, a conscientização e mudança de postura por parte do cuidador, é de extrema importância para que tenha uma boa saúde bucal e possa proporcionar uma atenção correta e adequada para com o idoso dependente.

Para finalizar, é verdadeiro afirmar que a educação e orientação, ou melhor, a capacitação do cuidador para a preservação de seu autocuidado e da realização da correta higienização bucal do idoso é imprescindível.

Por isso, é fundamental a participação em cursos para cuidadores de idosos, além da orientação que deve receber do dentista (de preferência um odontogeriatra).

Mas também o contato com outros profissionais da saúde, como por exemplo o técnico de higiene dental (higienista) é essencial, pois o estreitamento destas relações irá otimizar o atendimento e auxiliar na prevenção e promoção da saúde do idoso de forma geral.
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Publicado em: 25/07/2009. Última revisão: 20/04/2019
 COLABORADORES 
Dr. Marco Tulio Pettinato Pereira Dr. Marco Tulio Pettinato Pereira é Cirurgião-Dentista Especialista em Saúde Coletiva (SLMandic), Saúde Pública (UNAERP) e Saúde da Família (UCAM)
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