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Incontinência urinária em mulheres


Segundo a International Continence Society, a incontinência urinária (I.U.) é a perda involuntária de urina causando um problema social e higiênico.

Na mulher saudável a bexiga exerce a sua função normal de enchimento e esvaziamento, auxiliada pelo esfíncter urinário.

Este esfíncter é um músculo que rodeia a uretra, que é o tubo que transporta a urina da bexiga para o exterior. Quando o esfíncter contrai segura a urina na bexiga.

Quando relaxa, a bexiga contrai e há a passagem da urina através da uretra.

Existem também situações em que, por relaxamento do pavimento pélvico (músculos da bacia que suportam os órgãos do baixo ventre), a bexiga e a uretra descem, podendo levar à incontinência.


Causas da Incontinência urinária

Há vários fatores que podem impedir que a bexiga e o músculo esfíncter executem a sua função.

Os partos, as múltiplas gravidezes e o envelhecimento podem causar o enfraquecimento ou lesão dos músculos do pavimento pélvico.

Outras causas incluem: doenças do sistema nervoso (acidentes vasculares cerebrais, doença de Parkinson, esclerose múltipla, lesões medulares) ou que afetam o sistema nervoso (diabetes, podem também ser causa de incontinência).

A obstipação, a tosse crônica (bronquite) e a obesidade podem contribuir para agravar a incontinência, assim como a cirurgia e a radioterapia pélvica e certos medicamentos.


Qual a frequência da Incontinência urinária?

A Incontinência urinária é comum na mulher, sobretudo em pessoas de mais idade.

Cerca de 1/2 de todas as mulheres e cerca de 1/5 de homens idosos experimentarão incontinência durante o decorrer da sua vida.

Lembre-se que não está sozinho. Há três tipos mais frequentes de incontinência na mulher:

1) Esforço – Perda de urina durante a atividade física, como exercício, espirro, riso, tosse.
2) Urgência – Há uma necessidade imperiosa de urinar, com a incapacidade de segurar a urina durante o tempo suficiente para chegar à casa-de-banho (banheiro).
3) Mista – Combinação de esforço com urgência com sintomas de ambos.


Que tipo de incontinência tenho?

A primeira coisa a fazer é falar ao seu médico.

Será importante saber a sua história médica e hábitos urinários, assim como tentar perceber em que circunstâncias perde urina.

O seu médico poderá pedir-lhe um registro diário das micções e perdas, realizar exame físico com avaliação das perdas de urina com esforço, efetuar análises e exame simples para um diagnóstico correto da situação, e poderá enviá-lo ao especialista, nomeadamente ao urologista, que poderá ter que lhe efetuar exame mais elaborado, como um exame urodinâmico para avaliação mais correta do funcionamento da bexiga e esfíncteres.


Tratamento da incontinência urinária?

Há várias opções de tratamento consoante o grau de incontinência e a condição física do doente:

Tratamento médico – No caso de incontinência por urgência há medicação que melhora a situação. Também as mulheres depois da menopausa poderão beneficiar com tratamento hormonal, geral ou local.

Reeducação vesicoesfincteriana – Terapia comportamental – Consiste num treino da bexiga para esvaziar em tempo regular, prontamente e com exercício dos músculos pélvicos. – Biofeedback – Aprendizagem da contração dos músculos corretos para obter a continência e seu reforço.

Estimulação elétrica – Aplicada através de pequena sonda vaginal uma corrente elétrica estimula os músculos fracos Tratamento cirúrgico – Há uma variedade grande de técnicas cirúrgicas para a correção da incontinência de grau moderado e grave.

O avanço mais recente permite, com anestesia local e um muito curto internamento, a sua correção eficaz e duradoura.
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Publicado em: 14/04/2003. Última revisão: 01/05/2019
 COLABORADORES 

Dr. Paulo Valo - Consultor de Urologia do- Hospital Garcia de Orta - Almada / Portugal.
Urologista do Hospital S. Luís - Lisboa / Portugal

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