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HPV


A doença tem se espalhado rapidamente, 24 milhões de norte-americanos têm a infecção e cerca de 20 % da população sexualmente ativa no Brasil (+ ou - 9 milhões de pessoas) moram com este vírus.

Um dos atributos mais terríveis do HPV talvez seja o fato de que a maioria das pessoas contaminadas não conhecem os sintomas para identificá-lo em seu corpo ou, ainda pior, desenvolvem o tipo de vírus que não apresenta marcas visíveis.

A esse respeito, Beatriz de Oliveira, ginecologista e obstetra brasileira, destaca que existem cerca de 60 tipos de HPV e que eles manifestam-se em 3 formas: clínica, subclínica e latente. "A forma clínica é aquela que podemos ver a olho nu, a subclínica é evidenciada só pelo exame colposcópico ou, no caso do homem, da pêniscopia. A latente é aquela forma onde precisa-se exames mais sofisticados para o diagnóstico dado que não existe nenhuma lesão visível".

Agente secreto

Habitualmente, a infecção do HPV se desenvolve de um modo silencioso. Um estudo do National Institute of Allergy and Infected Diseases (NIAD), nos Estados Unidos, demostrou que cerca de metade das mulheres não apresenta nenhum sintoma e, por isso, não procuram tratamento e continuam espalhando o vírus por meio dos contatos sexuais, roupas infetadas e inclusive de mãe para filho na hora do parto.

A única forma visível deste vírus são as verrugas que aparecem nas regiões genitais de homens e mulheres, no entanto, só os tipos mais suaves do HPV desenvolvem estos sintomas, e aqueles que atuam de maneira mais secreta são os que podem produzir os problemas mais sérios.

As verrugas e as doenças associadas ao HPV manifestam-se com maior freqüência nas mulheres. Cerca de nove a cada dez casos de câncer de útero estão ligados à presença do vírus. Entretanto, os homens também podem ser atingidos pelos seus efeitos: em 40 % dos casos de câncer de pênis – que é um tipo bastante incomum de câncer - também contam com a presença do vírus.

Segundo destaca a especialista brasileira, "o que mais preocupa é quando o HPV apresenta-se nas formas subclínicas no colo de útero e na vagina. Neste tipo de infecção, a mulher não desenvolve nenhum sintoma e o vírus só pode ser diagnosticado através do exame colposcópico, ou seja, um exame realizado geralmente depois do Papanicolau. Aí, com um aparelho que aumenta a imagem do útero pode se ver as lesões que não são percebidas a olho nu".

Guerra ao inimigo

Se os sintomas são leves, ou seja, só verrugas; estas podem ser removidas de três maneiras. Criocirurgías (congelamento), electrocauterização (queimadura) ou aplicação do laser. Se nenhum destes procedimentos der certo, as marcas são tratadas com cirurgia.

Há pouco tempo, o órgão norte-americano FDA (Food and Drugs Administration), aprovou o uso de um creme para tratar as verrugas genitais derivadas da infecção do HPV. Este é o mais novo avanço no que se refere ao tratamento desta doença.

Entretanto, para os casos mais perigosos do HPV, o tratamento realiza-se com medicamentos diversos sob orientação direção de um médico "até a regressão total do quadro", segundo explica a doutora brasileira.


Publicado em: 01/03/2001. Última revisão: 18/10/2018
 COLABORADORES 

Jornalista Miguel Valdívia - especial para a Saúde na Internet

Dra. Iracema Teixeira Dra. Iracema Teixeira é psicóloga somático - transpessoal, com especialização em Sexualidade Humana e mestre em Sexologia. Em sua clínica, atende adolescentes, adultos, e também em terapia sexual e aconselhamento conjugal. É coordenadora do Grupo de Mulheres – "Descobrindo o Prazer".
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