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Fumantes passivos também têm riscos maior de osteoporose


A osteoporose é a perda da massa óssea com a consequente redução da resistência do tecido ósseo, resultando no aumento da incidência de fraturas.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Harvard analisaram os dados de 14 mil homens e mulheres na zona rural na China.

Eles mediram a densidade de minerais nos ossos da bacia e verificaram a ocorrência de fraturas e relacionamento do paciente com o fumo.

As mulheres não-fumantes, em estado pré-menstrual, que viviam com um fumante apresentaram mais que o dobro do risco de desenvolver osteoporose se comparado com aquelas que viviam sem a presença de um fumante.

E o mais alarmante, as mulheres que viviam com dois ou mais fumantes apresentaram risco três vezes maior.

Para efeitos de estudo, o fumo passivo foi definido como a convivência com uma ou duas pessoas que fumavam diariamente.

Outro estudo, desta vez da Universidade de Gotenburgo, Suécia, analisou mil homens entre dezoito e vinte anos de idade e constatou que a densidade óssea (da coluna, bacia e esqueleto) como um todo era menor do que a apresentada pelos não-fumantes.

Como a osteoporose é considerada uma doença silenciosa, já que muitos pacientes somente descobrem sobre a enfermidade após sofrer suas conseqüências, a prevenção passa a ter grande importância.

Segundo a Dra. Marta Maria Spohr Diefenthaeler, pós-graduada em Geriatria, devemos: evitar quedas, retirando tapetes soltos, eliminando degraus desnecessários, colocando apoios nos vasos sanitários e chuveiros; aumentar consumo de cálcio na dieta, independente da idade (o leite e derivados fermentados, como iogurte e coalhada, ainda são a melhor fonte de cálcio, além de vegetais verdes, soja e pão de centeio); na osteoporose senil é necessária a complementação de vitamina D; realizar caminhadas diárias e exercícios com resistência (musculação).

A reposição hormonal nas mulheres em pós-menopausa é muito importante, pois os estrógenos diminuem a reabsorção óssea; se não for possível a reposição hormonal pode-se usar a calcitonina; são utilizados ainda medicamentos como os bifosfonados e fluoretos, acrescenta a doutora.
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Publicado em: 09/02/2008. Última revisão: 25/10/2018
 COLABORADORES 
Dra. Marta Maria Spohr Diefenthaeler Marta Maria Spohr Diefenthaeler é formada pela Faculdade Católica de Medicina do Rio Grande de Sul - Porto Alegre. Curso de Pós-graduação em Geriatria pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Porto Alegre. Cremers: 3918
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Redação Saúde na Internet