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Descolamento de retina - mitos e verdades


Quem nunca ouviu alguém dizer que ler em ônibus, carros, metrô e transportes em geral pode provocar descolamento de retina? Que o balanço, unido ao foco nas letras miúdas, poderia oferecer esse risco?

Segundo Eduardo Dib, oftalmologista e retinólogo do Centro de Microcirurgia e Diagnóstico em Oftalmologia (CMD), no Méier, Rio de Janeiro, não há pesquisas que comprovem essa relação. Entretanto, existe um grupo de risco que pode, mais facilmente, sofrer com o problema:

“O descolamento pode atingir qualquer pessoa, principalmente com o passar dos anos, ou aquelas que possuem lesões na retina, são diabéticos, míopes com graus altos (acima de 5) ou com tendência hereditária. Também ser provocado após uma pancada ou trauma na região, mas não há qualquer estudo que aponte riscos para quem lê em movimento”, esclarece.

O médico explica que esse problema acontece quando um líquido produzido pelo próprio olho penetra a retina através de alguma lesão e se aloja entre ela e a camada vascular onde fica presa. Havendo o descolamento dessas duas áreas dos olhos, há a suspensão da irrigação sanguínea para a retina, que deixa de receber oxigênio e ‘morre’.

“Como ela é responsável por formar a imagem que vemos e transformá-la em impulsos elétricos que serão enviados e interpretados pelo cérebro, esse tipo de dano pode causar, em casos mais graves, até a perda da visão”, explica Eduardo Dib, que também é pesquisador do setor de Retina e Vítreo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).


Como identificar e prevenir


Entre os principais sintomas que indicam as lesões que podem gerar o descolamento de retina estão: ver, subitamente, flashes de luz muito intensos (como de máquinas fotográficas); piora intensa das moscas volantes – pontos pretos, como sombras, que normalmente vemos ao olhar para paredes bancas ou céu azul; e redução do campo de visão, como se uma cortina estivesse se fechando.

Para Dib, é muito importante estar atento a esses sinais para descobrir o problema precocemente, já que esses danos não se manifestam através da dor.

“A parte mais importante da retina é a central, chamada de mácula. Quando diagnosticado no início, os machucados ou até mesmo o deslocamento podem ser controlados antes de atingir essa região. Assim, podemos realizar o tratamento a laser e preservar a visão central – usada para ver detalhes e cores”, alerta o oftalmologista do CMD, Eduardo Dib.

Dessa forma, o retinólogo recomenda a realização de exames periódicos como única forma de prevenir o problema. Ele também aconselha a procura de um especialista após a manifestação de qualquer um dos sintomas citados ou após algum choque na região dos olhos.
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Publicado em: 25/03/2010. Última revisão: 20/08/2018
 COLABORADORES 

Dr. Eduardo Dib, oftalmologista e retinólogo do Centro de Microcirurgia e Diagnóstico em Oftalmologia (CMD).
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Redação Saúde na Internet