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Atração pelas causas perdidas


Apesar dos significativos avanços que a humanidade tem atingido, ainda temos muita coisa a aprender, mesmo que esses ensinamentos venham além de nossa racionalidade,como por exemplo, de outras formas de vida que estão ao nosso redor.

Quase ninguém discorda de que o homem é a criatura mais inteligente existente sobre a Terra, mas esta afirmação – segundo alguns cientistas -poderia não ser tão absoluta. Ao que parece, muitos animais tomam decisões de modo mais acertado do que os humanos.

Deixar um negócio quando este está claramente perdido, não continuar nos jogos de azar quando já se perdeu bastante ou até mesmo terminar um relacionamento que não é bom, são decisões que muitas vezes as pessoas não consideram. Ao contrário dos animais, preferimos afundarmos tentando salvar o barco ao invés de deixá-lo no momento adeqüado.

Bem longe de uma conduta racional, esta atração pelas causa perdidas tem despertado o interesse da comunidade científica há decadas e é entendida, dentro do âmbito psicológico, como a tendência a escolher opções levando em conta o esforço investido acima do que se pode esperar como resultado.

Inteligência humana

Uma das razões para seguirmos padrões de comportamento que nos levam ao fracasso, poderia ser encontrada no exagero de regras que mantemos normalmente e que já viraram hábitos.

O professor Hal Arkes da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, tem dirigido pesquisas sobre o tema, e explica que hábitos são úteis já que, uma vez estabelecidos, requerem pouca capacidade de pensamento e liberan a mente para outras funções.

Princípios como “não chorar sobre o leite derramado” nos ajudam diariamente a enfrentar os problemas e a seguir a diante. Esse tipo de regra é fruto da capacidade humana de abstrair-se, porém exagerar sobre a sua utilização pode nos levar pelo camino errado.

Em outras palavras, por \"evitar chorar sobre o leite derramado\" podemos ignorar importantes sinais de que nosso jeito de agir nos levará ao fracaso.

Outra explicação diz que as pessoas se comprometem com as suas decisões – embora estas sejam muitas vezes incorretas - com a esperança de poder salvar sua imagem.

Uma terceira hipótese assegura que as pessoas motivam-se mais pelos fracassos do que pelos acertos. Como resultado, o comportamento de risco aumenta na medida que as perdas se acumulam.
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Publicado em: 01/10/2000. Última revisão: 16/03/2018
 COLABORADORES 

Jornalista Miguel Valdívia - especial para a Saúde na Internet


Dr. Hal Arkes, professor da Universidade de Ohio nos Estados Unidos
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