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Será que estou gostando de alguém do mesmo sexo? |
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| Publicado em: 10/05/2009. Última revisão: 13/03/2010 |
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Dra. Iracema Teixeira é psicóloga somático - transpessoal, com especialização em Sexualidade Humana e mestre em Sexologia. Em sua clínica, atende adolescentes, adultos, e também em terapia sexual e aconselhamento conjugal. É coordenadora do Grupo de Mulheres – "Descobrindo o Prazer".
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A fase da adolescência ou juventude é marcada por sentimentos, muitas vezes confusos, com relação ao futuro exercício da sexualidade.
Não é raro o jovem vivenciar desejos e interesses que não correspondem às expectativas familiares, sociais e, até mesmo, pessoais.
Em outras palavras, é possível que rapazes e garotas sintam curiosidade e/ou interesse por pessoas do mesmo sexo.
Ao se depararem com tais experiências surgem algumas questões: O que é certo? Será que sou doente? Tenho algum problema?
Tais questionamentos, com frequência, vêm acompanhados de ansiedade, angústia e depressão, revelando um conflito muito comum: o "desencontro" entre a experiência do desejo por alguém do mesmo sexo e o preconceito social que, ainda, é muito forte e até mesmo cruel.
Vale esclarecer que a homossexualidade não passa por uma simples escolha.
Poucas são as pesquisas neste campo, porém a tentativa de explicar a orientação sexual, seja homossexual ou heterossexual, estaria mais associada à constituição biológica do indivíduo associada a fatores psicossociais.
Às vezes uma grande decepção pode gerar medos e fantasias, inconscientes ou não, de que não será possível viver um relacionamento feliz outra vez. Assim, podem emergir sentimentos, sensações e idéias, dirigidas ao mesmo sexo, como uma tentativa de evitar nova desilusão.
É importante ressaltar que a homossexualidade não se constitui doença, desvio, perversão ou distúrbio. Logo, não é algo a ser tratado.
O Conselho Federal de Psicologia, a partir da Resolução de março de 1999, deixa claro que os profissionais que propõem cura ou tratamentos das práticas homoeróticas estão cometendo uma falta ética grave.
A intervenção psicológica está pautada nos princípios éticos da não discriminação e da promoção do bem-estar das pessoas, independentes de sua orientação sexual. 
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