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Florais na mente - Terapia de Bach


A idéia de que os problemas físicos possam ser um eco de acontecimentos psicológicos é tão antiga quanto os pensamentos de Freud, mais não foi senão até o começo do século XX, que um pesquisador tento uma solução mais tangível que a conversação com o especialista e menos química que os medicamentos feitos em laboratório.

A nova técnica de medicina natural chamou-se de "florais de Bach" e seu descobridor foi Edward Bach (1886-1936). Este homeopata e cirurgião inglês acreditava que sob muitas das condiciones físicas que afetam ao corpo humano, há um componente de negatividade emocional ou de "estados psicológicos" que originam ou ao menos contribuem para que a doença mantenha-se em nosso corpo.

Assim, com a idéia de que "nosso bem estar depende da harmonia da alma", o doutor Bach começou a procura de elementos naturais com os quais repor a ordem mental.

O psicólogo clínico de Porto Alegre, especialista em terapia com florais, Maury Braga, apura que "um indivíduo doente pensa y comporta se de um jeito diferente ao outro saudável. Os florais de Bach atuam nos pensamentos e nos sentimentos das pessoas, harmonizando-os".

Terapia psicológica e extratos florais

Se bem a técnica dos florais de Bach não conta com estudos clínicos que provem sua efetividade, existe acordo cientifico em que o estresse emocional contribui ao desenvolvimento das doenças.

E é precisamente ali, no âmbito psicológico, onde trabalham os extratos dos florais (ou "tinturas mês, no termos dos especialistas) com os que realiza-se a terapia. Os "medicamentos" são feitos para tratar estados emocionais mais do que doenças especificas. Por esta razão, pessoas com sintomas similares podem precisar de tratamentos diferentes.

Dentro da psicologia, expressão de um estado mental por meio de uma condição física é chamada de somatização. O especialista explica que "quando o sentimento não pode ser exprimido, seja pela palavra ou pelo choro, acaba concentrando-se no corpo, o qual volta-se o único jeito de expressar as dores e conflitos".

De certa forma, poderia-se pensar que a terapia previne as demonstrações físicas das doenças mais, na realidade, mais do que um jeito para prevenir, os extratos florais começam a se utilizar quando os incômodos apresentam-se e, no momento em que não se manifestam, pode-se interromper o tratamento.

Tal como explica o doutor Braga, a função das essências florais é "ajudar no trabalho de catarses e de limpeza de antigas emoções que, outrora, forem repressadas e acumuladas". Aliás, completa o especialista, quando trata se de tratamentos psicológicos, os extratos servem para que o paciente perceba com maior clareza suas dificuldades, permitindo que ele encontre as respostas a seus problemas de um jeito mais simples.

Além disso, a dor sentido na alma tem uma expressão direta no corpo físico, segundo acredita este psicólogo. "Essa compreensão é mais fácil na medida que visualizamos o ser humano como um ser único, global, sem dissociar a mente de seu corpo".

Extratos

Os 38 extratos florais originais com os que trabalham os terapeutas vendem-se no mercado norte-americano sem previa receita e seu uso, em principio, não precisa da intervenção do especialista.

O primeiro passo para usá-las é perguntar-se, além das doenças físicas, como esta se sentindo e que emoções esta experimentando. Segundo as respostas, ocupam-se os extratos florais que estão indicados para cada condição. Por exemplo:

* Centaury: para a dificuldade em dizer não".
* Aspen: medo das coisas desconhecidas.
* Beech: intolerância.
* Chesnut Bud: impossibilidade de aprender com os erros.
* Chicory: egoísmo, amor possesivo.
* Larch: falta de confiança.
* Pine: culpa.
* Scleranthus: incapacidade de escolher entre opções.
* Vine: dominação e inflexibilidade.
* Willow: auto compaixão e ressentimento.

Embora não existam estudos que comprovem a eficácia da terapia de Bach, a utilização das essências foi reconhecida e aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano 1976, o que transforma-a em uma alternativa viável para a recuperação de uma harmonia batida.
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Publicado em: 01/04/2001. Última revisão: 11/09/2018
 COLABORADORES 

Jornalista Miguel Valdívia - especial para a Saúde na Internet

Maury Braga Maury Braga é Psicólogo Clínico Graduado pela PUCRS - Porto Alegre e Licenciado em Educação Física pela UFRGS - Porto Alegre. CRP: 07/04436.
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