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Meditação, a viagem ao eu interior


A vida atual, aos olhos dos monges budistas, pareceria muito com um clássico cartão postal de uma cidade noturna com avenidas de luzes borradas e silhuetas de edifícios de concreto que abrigam centenas de pessoas.

Da mesma forma que, nas últimas décadas, a civilização incorporou o rádio, televisão, internet, entre outros, aos seus hábitos de vida, ela funde-se com seu entorno a ponto de perder consciência dela mesma.

De certa forma, no caos da rotina e a necessidade de seguirmos adiante, acabamos nos perdemos em um mundo que – supostamente – vivemos.

Entretanto, isso ocorre até que se tenha consciência da necessidade de sair dessa situação.

Nesses momentos de extrema pressão, algumas pessoas escolhem viajar, outros fazem uso do álcool ou drogas, muitos praticam esportes, atividades sociais – entre outros - enquanto alguns elegem a meditação como forma de escape.

Leonard Perlmutter, diretor do American Meditation Institute, nos Estados Unidos, explicou ao enviado da Saúde na Internet que, ao invés de reagir compulsivamente a esses temores, angustias e desejos, a meditação ensina a observar e usar sua energia interior para ampliar a nossa felicidade.


O que é a meditação?

Saindo do contexto de considerações religiosas ou místicas, a meditação trata, fundamentalmente, de focar a atenção em um objeto ou coisa.

Como resultado, conforme definido pelo New York City Hospital, manifesta-se um estado de profundo relaxamento, trazendo consigo a consciência ao presente momento, desatando as amarras com o passado ou o futuro, que são – freqüentemente – a fonte de estresse.

Uma vez que a tensão flua livremente, a “viagem” da meditação dá inicio e o indivíduo adquire a distância suficiente para ver o mundo em sua beleza natural.

É quando começa a ser percorrido o caminho até – como descrevem alguns – o homem que medita em cima da montanha.

Como disse Perlmutter, introduz a pessoa em si mesma já que “se não sabes quem eres, é impossível conhecer o resto”.

Mesmo que essa técnica aparente ser apenas mental, apresenta um ingrediente físico muito importante: os estudos comprovam que a meditação representa uma diminuição de ritmo cardíaco e, por tanto, das pulsações.

Além do mais, verifica-se um aumento nas reações e, atualmente, estuda-se as alterações químicas que sofre o cérebro nesse estado de relaxamento.


Aprendendo a meditar

Mesmo que muitos céticos manifestem suas dúvidas sobre os benefícios ou utilidade da prática da meditação, existem numerosas instituições que inclinam-se a favor do uso dessa técnica, para uma melhoria na qualidade de vida.

Alguns exemplos: na sede das Nações Unidas existe uma sala de meditação, os Chicago Bulls (time de basquete norte-americano) meditam antes dos jogos e treinamentos e, no Japão, centenas de trabalhadores reúnem-se todos os dias antes do trabalho para realizar as práticas que lhes permitem um melhor desempenho profissional.

Agora, mesmo que relaxar e tomar consciência de nós mesmos pareça uma prática relativamente fácil, existem certas recomendações e passos a serem seguidos:

- não realizar um esforço para que ela ocorre. Deve surgir naturalmente,
- não se obrigar a pensar sobre o vazio ou espantar os pensamentos,
- não fixar-se em fazê-lo do modo correto,
- não é necessário estar de estômago vazio,
- o lugar deve, preferencialmente, ser tranqüilo, mas não se preocupe com barulhos e coisas que não temos controle.
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Publicado em: 03/02/2001. Última revisão: 23/06/2018
 COLABORADORES 

Jornalista Miguel Valdívia - especial para a Saúde na Internet


Leonard Perlmutter, diretor do American Meditation Institute, nos Estados Unidos
todos artigos publicados

 PARA SABER MAIS 
New York Presbyterian Hospital, nos Estados Unidos