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Adoçantes, Edulcorantes calóricos e Edulcorantes não calóricos: saiba a diferença


Afinal, o que são Adoçantes dietéticos?

Adoçantes, ou adoçantes dietéticos, são produtos a base de componentes naturais - encontrados na natureza - ou sintéticos produzidos em laboratório, que similam o efeito do açúcar (sacarose) em nosso paladar fornecendo menos calorias.

São também conhecidos como edulcorantes.

Os edulcorantes são mais doces que o açúcar branco e dão o sabor característicos dos famosos adoçantes de mesa, que visam substituir o açúcar para aqueles que estão de olho na balança, ou mesmo, para aqueles com restrições médicas.


Calóricos ou não calóricos?

Segundo a Dra. Josefina Bressan, coordenadora do departamento de nutrição e metabolismo da Sociedade Brasileira de Diabetes, basicamente, os edulcorantes são divididos em dois grupos principais: calóricos e não calóricos. A saber:

Edulcorantes não calóricos
- Ciclamato,
- Sacarina,
- Acesulfame-k,
- Steviosídeo,
- Sucralose,
- Aspartame.

É importante lembrar, no entanto, que os edulcorantes não calóricos podem possuir algumas calorias, apesar de praticamente despresíveis, complementa a doutora.

Edulcorantes calóricos
- Sorbitol (presente na ameixa, cereja, maçã e pêssego),
- Manitol (presente nos vegetais),
- Xilitol,
- Lactose (açúcar do leite),
- Frutose (açúcar das frutas),
- Malto dextrina (extraída do milho).


O adoçante faz bem ou faz mal?

Muitos questionam até que ponto o adoçante ajuda ou prejudica a nossa saúde.

O certo é que, dentro das dosagens permitidas, os adoçantes podem ser considerados uma opção bem mais saudável, para os diabéticos, que o açúcar branco.

É importante destacar que o consumo em excesso de produtos que contém edulcorantes calóricos pode resultar na elevação da taxa glicêmica, além de provocar diarréias.

Por isso, fique atento à dieta prescrita pelo nutricionista.


Use com moderação

Existe uma crença coletiva, entre algumas pessoas, de que o adoçante não contém calorias e por isso pode ser consumido à vontade, só porque são dietéticos.

Não é bem assim: eles adicionam - embora bem menos que o açúcar branco - calorias às refeições, por isso devem ser consumidos com moderação. Muitos acabam se excedendo nas doses dos adoçantes, elevando a taxa de glicose.

A OMS, Organização Mundial de Saúde, estabelece uma quantidade diária recomendada para o consumo. Esse valor é obtido multiplicando o seu peso pela IDA (Ingestão Diária Aceitável) de cada substância.


Paladar característico e saúde bucal

Quem já provou conhece o gosto amargo que acaba ficando na boca após o consumo de uma certa dose de adoçantes.

Os fabricantes tem se esforçado a cada dia no desenvolvimento de um adoçante que interfira menos no paladar do consumidor.

O que pouca gente sabe é que, como os adoçantes dietéticos não são fermentados pela microflora da placa dentária, eles, ao contrário do açúcar, não causam danos aos nossos dentes.


Leia o rótulo e fique por dentro

A nova legislação, sobre diets e lights, tornou a tarefa de reconhecer os produtos um pouco mais fácil, já que os fabricantes são obrigados a relacionar na embalagem todos os componentes do produto, sem exceção.

É importante salientar que existe um limite para o consumo dos adoçantes artificiais. Essa informação geralmente está descrita na embalagem e tem por objetivo evitar o acúmulo dos resíduos tóxicos em nosso organismo.

Outra dica é verificar se vem descrito frases como: "isento de açúcar" ou "indicado para diabéticos", isso sem contar no número do registro no Ministério da Saúde e a data de validade do produto, bem como as contra-indicações para determinadas doenças.
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Publicado em: 15/03/2004. Última revisão: 15/03/2019
 COLABORADORES 

Redação Saúde na Internet

Dra. Josefina Bressan Dra. Josefina Bressan, tem doutorado em Farmácia na Universidad de Navarra / España, é Professora Adjunta do Departamento de Nutrição e Saúde da Universidade Federal de Viçosa e coordenadora do departamento de nutrição e metabolismo da Sociedade Brasileira de Diabetes.
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