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A liberdade e o amor


Os relacionamentos amorosos devem ter como base a liberdade individual de cada um. Pessoas livres têm potencialidades maiores para experimentar relações mais conscientes, gratificantes e duradouras. Quando as pessoas entendem que relacionar-se amorosamente com alguém não significa fechar-se para o mundo, elas transformam suas maneiras de amar e viver.

Saber respeitar, entender e aceitar o espaço individual do parceiro (a) é de vital importância em qualquer relação. Nos relacionamentos muito fechados, onde não existe espaço para que cada pessoa possa realizar seus projetos, seus sonhos e desejos pessoais, a falta de individualidade, acaba trazendo muita frustração para ambos.

Em uma relação responsável se subentende que o companheiro (a) é uma pessoa livre, que tem direitos e vontades próprias. É importante que a pessoa se sinta aceita e amada para que consiga expressar seus sentimentos e desejos. Liberdade e amor devem andar sempre juntos, pois se nutrem mutuamente. Quando alguém dá amor, mas não oferece liberdade, faz com que esse amor, aos poucos, vá perdendo sua capacidade de pulsar.

Sentimentos de apego e insegurança limitam a capacidade de amar, fazendo com que o casal se torne escravo de seus próprios medos. A pessoa que não tem espaço suficiente para realizar as coisas que gosta, também não oferece ao companheiro (a), oportunidades para crescer e ser livre.

O resultado final de uma relação como esta, é uma grande decepção que se acumula durante os anos de convívio. Exemplos não faltam. Existem casos de mulheres que tiveram que abandonar suas carreiras profissionais em prol de seus casamentos, simplesmente por medo de serem rejeitadas pelo marido.Também há homens que deixaram seus amigos ou hobbies porque suas esposas não aceitavam tal conduta. O que se vê, são homens e mulheres deixando de serem eles mesmos para agradar o outro.

Esses casais se limitam, se podam e aniquilam suas próprias identidades.

Indivíduos que vivem relacionamentos baseados em apego e dependência, não conseguem ultrapassar as fronteiras do medo, da carência afetiva e da submissão. É preciso coragem e muito amor para estimular o parceiro na realização de seus sonhos, o que resultará em relações duradouras e prazerosas para ambos.
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Publicado em: 01/07/1999. Última revisão: 27/01/2019
 COLABORADORES 
Maury Braga Maury Braga é Psicólogo Clínico Graduado pela PUCRS - Porto Alegre e Licenciado em Educação Física pela UFRGS - Porto Alegre. CRP: 07/04436.
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