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Tire suas dúvidas sobre os adoçantes


[Saúde na Internet]
Quais os tipos mais comuns de adoçantes e qual a maneira correta de utilizá-los?

[Dra. Suzana Freitas]
No Brasil, até meados dos anos 80, o consumo de adoçantes dietéticos esteve apenas associado a portadores de diabetes.

Atualmente, tais adoçantes são consumidos por uma população cada vez mais consciente sobre os danos causados por uma dieta rica em açúcar. Por outro lado, é cada vez maior a competição entre os fabricantes de diversos adoçantes por esse mercado consumidor cada vez mais atrativo.

Essa gama de marcas faz com que o consumidor fique em dúvida no ato da compra do adoçante, já que muitas vantagens e mitos existem sobre cada um deles.

Embora existam atualmente uma ampla variedade de adoçantes como: Ciclamato/Sacarina (dietil, sucaryl, adocyl, assugrin e doce menor), Aspartame (finn, zerocal, gold, aspasweet, cristaldiet), Sucralose (linea, splenda), Acesulfame e Estévia, os dois primeiros são sem dúvida os preferidos.

Os adoçantes de ciclamato e sacarina são substâncias totalmente químicas e não são eliminadas pelo organismo. Têm gosto amargo, mas são os mais baratos. Por existirem evidências de serem cancerígenos em ratos, muitos tentam evitar, embora não exista uma relação concreta entre o antigo consumo do ciclamato por diabéticos e o aparecimento de tumores.

Além disso, muitos estudos foram feitos e atualmente ele é autorizado na maioria dos países.

Já o aspartame, é um adoçante recente e apesar de um pouco mais caro, é muito apreciado devido ao seu sabor bastante parecido ao do açúcar, sem amargor. A sua popularidade foi aumentando desde a década de 80, quando surgiu, principalmente pelo fato de não possuir efeito cancerígeno, já que é produzido a partir de duas proteínas naturais presentes em vários alimentos.

Entretanto, ultimamente vêm surgindo informações de que o aspartame estaria associado a várias doenças neurológicas como Esclerose Múltipla e o mal de Alzheimer. O que ocorre é o seguinte: Essas notícias que ultimamente vêm sendo veiculadas por e-mail são mal explicadas e não comprovadas cientificamente.

Artigos de literatura científica alegam que somente um consumo muito além do normal poderia provocar efeitos no Sistema Nervoso em indivíduos não portadores de fenilcetonúria.

O conteúdo assustador do e-mail cita por exemplo, que “seis amigos da enfermeira eram viciados em diet coke”; “mulheres de trinta anos estão sendo internadas com mal de Alzheimer\". São, acima de tudo, argumentos vagos e pouco convincentes. Além de, todas as “evidências” serem exclusivamente americanas, como se o consumo do aspartame fosse exclusivamente feito lá.

Nada tem sido observado em outros países. Deve-se lembrar que o produto vendido como aspartame no mercado possui apenas cerca de 4% de aspartame, sendo o restante lactose ou maltodextrina, açúcares naturais.

[Saúde na Internet]
Tendo em vista toda essa polêmica, resta a dúvida: Qual o adoçante a consumir então?

[Dra. Suzana Freitas]
É preciso usar o bom-senso. Aqui vão algumas dicas:

- Utilizar adoçantes para substituir o açúcar, com parcimônia. Adoçar sempre com moderação.

- Deve-se consumir vários tipos de adoçantes, inclusive os novos no mercado (estévia, splenda, acesulfame ) que são autorizados pela legislação. Se possível, utilizá-los combinados, já que assim, eles possuem maior doçura e por isso, reduz-se a quantidade de uso ( ex: ciclamato com aspartame; ciclamato com estévia).

- Não usar aspartame em alimentos quentes (destrói a doçura e realmente forma um composto tóxico).

- O uso de qualquer adoçante dietético deve ser proibido à gestantes e nutrizes. Para crianças obesas, usar com bastante moderação.

- Evitar de ingerir mais de uma lata de refrigerante diet por dia.

- Acostumar a ler rótulos: alguns refrigerantes não contêm aspartame enquanto outros só contêm aspartame. Preferir aqueles que contenham vários tipos.

- Evitar ingerir excesso de produtos diets prontos (gelatina, pudins, balas, etc), pois são concentrados em adoçantes. Escolher apenas um tipo desses por dia. Prefira frutas ou doces contendo pouco açúcar.

- Lembrar que todo excesso traz malefícios à saúde. Assim, os adoçantes dietéticos não fogem à regra e portanto devem ser consumidos com moderação.
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Publicado em: 01/11/1999. Última revisão: 24/12/2017
 COLABORADORES 

Dra. Suzana Freitas - Nutricionista graduada pela UERJ e Mestre em Tecnologia de Alimentos pela Unicamp CRN: 921002092.
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