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O Tabu do Sexo Anal


Podemos dizer que o amor entre duas pessoas culmina com o encontro sexual. Assim, quando a relação de um casal se sustenta na confiança, no respeito e no amor grandes são as chances de viver uma sexualidade plena e satisfatória.

Isso significa que o casal comprometido com o bem-estar de cada um pode se permitir a experimentar algumas variantes sexuais, como o sexo anal.

A prática do sexo anal ainda é cercada de muitos tabus, pois para várias pessoas é visto como algo animal, pecaminoso ou errado. São preconceitos que distorcem uma alternativa de prazer.

Esta prática pode ser vivenciada pelo casal como uma possibilidade a mais de satisfação ou, também, em casos onde a mulher apresenta alguma patologia que impeça a penetração vaginal.

Claro que alguns cuidados são necessários, a fim de evitar uma experiência dolorosa e traumática: o uso de lubrificante é um deles, pois o ânus não possui lubrificação e não é elástico como a vagina. Recomenda-se algum do tipo hidrossolúvel ou o óleo de amêndoas. Nada de vaselina, por ser a base de petróleo poderá gerar irritações, além de facilitar o rompimento da camisinha.

É fundamental que a mulher esteja bem relaxada e se sinta à vontade. O ideal é que ela comande os movimentos da penetração, pois se o músculo anal se contrair poderá provocar um profundo desconforto; se isso ocorrer cabe ao parceiro ter a paciência de esperá-la relaxar novamente. A mulher poderá chegar ao orgasmo, principalmente se houver a manipulação do clitóris durante a penetração. Lembrem-se: a penetração deve ser lenta e cuidadosa. Pode ser que primeira tentativa não seja tão prazerosa. Portanto é necessário que o casal converse muito e que a mulher não ceda apenas para satisfazer seu parceiro. Tem que ser uma decisão conjunta pois, como disse anteriormente, requer confiança, respeito e amor mútuos.

Existem outros cuidados! Não se deve, em hipótese alguma, introduzir o pênis na vagina logo após a penetração anal. É fundamental que seja feita a higiene do órgão, caso contrário poderá causar infecções devido a transmissão de bactérias de um lugar para outro. Não se pode esquecer que o uso do preservativo é essencial.

Finalmente, quando existe amor, respeito, confiança e intimidade o casal pode aventurar-se nos caminhos do prazer sexual.


Publicado em: 01/11/2000. Última revisão: 09/02/2018
 COLABORADORES 
Dra. Iracema Teixeira Dra. Iracema Teixeira é psicóloga somático - transpessoal, com especialização em Sexualidade Humana e mestre em Sexologia. Em sua clínica, atende adolescentes, adultos, e também em terapia sexual e aconselhamento conjugal. É coordenadora do Grupo de Mulheres – "Descobrindo o Prazer".
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