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início > Saúde da família > Orgasmo, um mistério tão cobiçado
Orgasmo, um mistério tão cobiçado |
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| Publicado em: 01/08/2000. Última revisão: 07/11/2009 |
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Dra. Iracema Teixeira é psicóloga somático - transpessoal, com especialização em Sexualidade Humana e mestre em Sexologia. Em sua clínica, atende adolescentes, adultos, e também em terapia sexual e aconselhamento conjugal. É coordenadora do Grupo de Mulheres – "Descobrindo o Prazer".
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A mídia tem explorado bastante este assunto, apresentando várias “receitas” para alcançar o orgasmo. Entretanto, devido a um legado cultural caracterizado pela repressão, muitas mulheres, independente da idade, desconhecem a experiência orgásmica.
A emancipação feminina, caracterizada principalmente pela entrada da mulher no mercado de trabalho, não assegurou o seu direito ao prazer. Os métodos contraceptivos, a escolha do parceiro, a independência financeira não são sinônimos de uma vida sexual satisfatória e, apesar de um discurso erótico e liberado, tão presente atualmente, na intimidade das quatro paredes ainda se vive sentimentos de vergonha, medo e culpa.
Como viver a plenitude do prazer sexual com todos esses fantasmas?
A ausência de orgasmo não é uma situação rara. Na prática clínica observa-se um percentual bem elevado de mulheres, sejam elas jovens ou maduras, que nunca tiveram orgasmo ou quando chegam é com dificuldade.
O orgasmo constitui-se um aspecto importante do crescimento sexual, contudo não é uma experiência isolada da dimensão psicológica. Alcançá-lo não depende só da excitação sexual, mas, sobretudo, da capacidade de entregar-se às sensações eróticas, de sentir-se à vontade consigo mesma, das idéias que possui sobre sexo e os homens e etc. Assim, crescer sexualmente significa crescer como pessoa no sentido mais amplo.
Tais questões fazem parte da jornada de amadurecimento de toda mulher, não importa sua idade.
Dessa forma, para se viver a experiência do orgasmo é necessário viver a entrega! Entregar-se quer dizer abandonar-se às próprias sensações, descobrir o que gosta e o que não gosta durante o contato (com tato) sexual e compartilhar com o parceiro suas necessidades e desejos - lembre-se que adivinhar é impossível! Isso implica em conhecer o próprio corpo, aventura-se na descoberta do corpo e das sensações de seu parceiro e abrir-se ao diálogo.
Se uma mulher anseia por prazer, ela é responsável por isso. Não cabe transferir esse desejo ao homem, achando ser ele culpado pela sua frustração. Conseguir chegar ao orgasmo implica em sair do papel de passiva ou vítima e comprometer-se com o seu crescimento sexual e pessoal.
Vale a pena assumir esta responsabilidade, este compromisso consigo mesma: apropriar-se de seu corpo, do prazer e do direito de ser feliz. 
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