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O banho de Sol dos bebês


A orientação é conhecida das mães: os bebês devem tomar sol.

A exposição solar ajuda na produção de um componente essencial ao organismo, a vitamina D, que é uma importante aliada da saúde dos ossos, pois influencia na absorção de cálcio.

No entanto, a poluição, o clima seco das grandes cidades e a incidência de raios ultravioletas podem servir como obstáculo a essa tarefa.

Como as mães devem proceder nesses casos?

Os benefícios da vitamina D são muitos.

Além do papel já reconhecido na preservação da estrutura óssea e no metabolismo do cálcio, evitando fraturas e osteoporose na vida adulta e o raquitismo nas crianças, estudos mais recentes apontam para outros efeitos positivos em relação à melhora da imunidade e prevenção de doenças autoimunes (como diabetes tipo I e esclerose múltipla) e até alguns tipos de câncer (mama, próstata, cólon).

Para aproveitar os benefícios da vitamina D as mães devem adotar algumas medidas de precaução ao colocarem as crianças para tomar sol.

_Os cuidados no momento da exposição solar são principalmente em relação à hidratação do bebê. Deve-se oferecer bastante água, usar roupas leves e estar atento aos sinais de desidratação, como urina escassa e escura, olhos encovados, choro sem lágrima, irritabilidade, moleira funda, saliva espessa e boca seca_, explica Camila Lemiechek Orellana, pediatra do Hospital Villa-Lobos.

Além da exposição solar, a alimentação e os suplementos também são formas de obtenção da vitamina D. No entanto, menos de 10% é proveniente das fontes alimentares.

Por isso, tomar sol ainda é mais efetivo, embora ainda não exista consenso sobre níveis seguros de exposição solar que garantam a produção de vitamina D sem receber os malefícios da radiação ultravioleta, segundo a pediatra.

Além disso, a médica ressalta que bebês de até 18 meses devem receber suplementação medicamentosa de vitamina D como prevenção, uma vez que nesta idade as crianças ainda não são expostas ao sol com tanta regularidade.

Sinais como atraso no desenvolvimento, baixa estatura, falência de crescimento, dor óssea, fraturas, atraso na erupção dentária, suscetibilidade a infecções e distúrbios respiratórios e cardíacos podem indicar falta de vitamina D no organismo.

Nestes casos, o recomendável é procurar um especialista.

_Tais sinais devem ser diagnosticados pelo pediatra, nas consultas de rotina, e esta é a recomendação mais importante a ser dada aos pais, a de continuarem com um seguimento médico regular_, alerta a pediatra.

Apesar de necessária em todas as fases da vida, a vitamina D é importante, principalmente na infância, época em que cerca de 90% da massa óssea se desenvolve.

Uma criança com boas doses deste nutriente no organismo pode evitar problemas futuros como osteopenia e osteoporose.

Os benefícios nesta fase são tantos que a Sociedade Brasileira de Pediatria dobrou a recomendação de vitamina D para crianças e adolescentes.

Tanto é verdade que, desde 2011, a dose diária indicada passou de 200 para 400 UIs (cada UI equivale a 40 microgramas). Portanto, mães, está aí mais um bom motivo para levar a criançada para aquele passeio à praia.
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Publicado em: 28/01/2013. Última revisão: 11/03/2018
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