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Medicina Ortomolecular - Radicais Livres


Radical Livre: (RL)

É toda molécula que apresente um número impar de elétrons na sua órbita externa, ou seja, um elétron desemparelhado naquela posição.

Esta instabilidade estrutural faz com que essas moléculas tentem desesperadamente roubar um elétron de qualquer outra substância a fim de se estabilizar.
Com a perda desse elétron cria-se um novo RL, que irá deflagrar uma reação em cadeia, lesando seriamente várias estruturas celulares.

Em 1900 descobriu-se o primeiro radical livre. Em 50 anos se conheceu toda a sua química e em 1954 pela primeira vez relacionou-se estas substâncias reativas e tóxicas a uma doença inexorável: o envelhecimento.

Hoje, acredita-se que esses elementos, com elétron não pareado na camada de valência, sejam os responsáveis, pelo menos em parte, por elevado número de doenças, abrangendo vários orgãos e sistemas.

De todo o oxigênio disponível pela célula, 95% se transforma em energia, utilizada para fabricar substâncias vitais e mantê-la funcionante e viva.
Os 5% restantes são transformados no metabolismo em radicais livres de oxigênio ou como melhor chamados de espécies reativas tóxicas de oxigênio: radical superóxido, peróxido de hidrogênio e radical hidroxila.

Esses elementos são gerados no organismo desde o momento da concepção logo nos primeiros segundos de vida intrauterina e a sua produção é contínua durante toda a nossa existência.
Até os 40/45 anos o organismo consegue neutralizar esses 5% excedentes de radicais livres.

Chega o dia que a produção de RL excede a sua degradação e sobrepuja os mecanismos de defesa naturais anti-radical e de reparo celular e tem-se o início das alterações estruturais de proteínas, lipídeos, ácidos nucléicos e carboidratos, as quais culminam na lesão celular.

Assim sendo, ocorre gradativamente, lesão de célula a célula, tecido a tecido, orgão a orgão, até chegarmos à instalação de doenças. Um dos mecanismos mais frequentes de lesão celular ocorre em nível de membrana no fenômeno conhecido como peroxidação lipídica.

Está ficando cada vez mais difícil administrar os radicais livres e uma das razões é a crescente exposição do organismo à metais tóxicos como o chumbo, o mercúrio, o cádmio, o alumínio, o níquel, etc, e à metais, considerados não tóxicos dependendo da sua concentração no organismo, como por exemplo, o ferro.

Todos esses metais, particularmente o ferro, atuam como catalisadores, aumentando a geração dos radicais livres de oxigênio na reação chamada de Waber-Weiss.

Outra dificuldade para a degradação dos radicais está no problema com a nutrição, pois os mecanismos de defesa anti-radical, tanto os enzimáticos quanto os não enzimáticos dependem do aporte adequado de nutrientes.

A medicina ortomolecular avalia esses pacientes, desvenda os deficits de nutrientes, por exemplo, com o emprego de tabelas de inquérito de sinais e sintomas ou através de inquérito alimentar e dos mineralogramas.

Com isso, calculamos as doses ótimas para esse indivíduo em particular, com determinada doença, idade, estado nutricional, moléstias associadas, etc. Administramos o que está faltando ou fazemos a sua quelação (depuração do agressor através da ligação do mesmo com um outro elemento específico).

Resumindo, se nós oferecemos às células os elementos necessários ao seu metabolismo, ela terá condições de produzir energia, fabricar substâncias vitais, degradar os radicais livres, agir nos mecanismos de reparo celular e de vigilância imunológica.

Se concomitantemente empregarmos as técnicas e os medicamentos específicos de cada especialidade, estaremos aumentando as probabilidades de êxito clínico ou cirúrgico, isto é, estaremos aumentando as chances de sucesso terapêutico (medicina curativa) .

Se porventura o indivíduo que está sendo submetido a esse tipo de abordagem for saudável, estaremos aumentando a sua probabilidade de assim se manter (medicina preventiva ) .
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Publicado em: 01/06/2000. Última revisão: 18/11/2018
 COLABORADORES 

Dr. Carlos Augusto Anselmo Abrahão
Clinica de Endocrinologia – Nutrição – Emagrecimento - Medicina Ortomolecular
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Tel: 11 – 3832 4156 / 3641 0956 / 3021 5509

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