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Impotência Sexual (Disfunção Erétil)

Publicado em: 13/03/2004. Última revisão: 31/08/2010
Dr. Cálide Soares Gomes Dr. Cálide Soares Gomes - Urologista formado em Medicina pela UFMA, 1982, com residência médica em Urologia, HMSA, Rio de Janeiro-RJ. Titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Efetivo da Confederacion Americana de Urologia. Efetivo do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Professor da Disciplina de Urologia da UFMA. CRM:3011
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O que é

Impotência sexual é a incapacidade de obter uma ereção com rigidez suficiente para a penetração e/ou mantê-la por um período de tempo adequado para a satisfação de ambos no ato sexual.

A nomenclatura moderna prefere usar o termo disfunção erétil (DE).

Estima-se que a DE acometa de 10 a 20 milhões de brasileiros.

A maioria dos homens, em algum momento de suas vidas, experimenta episódios de DE, geralmente decorrentes de cansaço, desinteresse transitório pelo sexo, stress ou abuso de álcool e uma falha ocasional não deve ser supervalorizada.

Porém, se o problema persistir, deve-se procurar a ajuda de um urologista.


Causas

As causas da DE são divididas em orgânicas, psicogênicas e mistas.

Tal distinção não é fácil de realizar, visto que um problema orgânico poderá, adversamente, afetar o estado psicológico do paciente e vice-versa.

Em muitos casos, encontramos tanto fatores orgânicos quanto psicogênicos levando à DE.

A DE apresenta vários fatores de risco como:
- idade avançada;
- diabetes;
- hipertensão arterial;
- doenças vasculares periféricas;
- doenças neurológicas;
- doenças endócrinas;
- traumatismos da medula espinhal;
- cirurgias pélvicas radicais;
- radioterapia;
- priapismo;
- alcoolismo;
- tabagismo;
- consumo de maconha e/ou cocaína;
- uso de antihipertensivos, tranquilizantes e psicotrópicos;
- problemas de relacionamento com a parceira;
- stress;
- ansiedade e medo de falhar;
- depressão;
- personalidade obsessivo-compulsiva;
- desvios sexuais;
- entre outros.


Diagnóstico

O diagnóstico da DE começa por uma cuidadosa investigação onde o paciente será inquirido sobre os fatores de risco já citados.

Atenção especial é dada para o histórico e hábitos sexuais do paciente, sobre a duração do problema, libido e parceiras.

Pacientes que falham com uma determinada parceira(s) mas não com outra(s) e/ou não apresentam o problema durante a masturbação, têm grande probabilidade do problema ser de origem psicogênica.

Segue-se um exame físico completo, com atenção especial para a região genital.

Testes laboratoriais são solicitados de acordo com os fatores de risco. Os mais comuns são: hormônios, glicose e lipidograma.

Pode haver necessidade de avaliar a função erétil por testes realizados através da injeção de substâncias vasodilatadoras no pênis para avaliar a rigidez e a duração da ereção obtida.

Em alguns casos, haverá a necessidade de estudos por imagem tais como: doppler, cavernosografia ou arteriografia.


Tratamento

O tratamento da DE deve, inicialmente, sanar a causa básica, o que por si só já melhora o quadro.

O arsenal disponível para o tratamento da DE inclui:

1. Medicamentos para aumentar a libido

- medicamentos que se propõem a aumentar a libido e/ou facilitar a obtenção da ereção por vasodilatação peniana;
- reposição hormonal por via oral, parenteral ou transdérmica;
- medicamentos aplicados diretamente no pênis;
- medicamentos introduzidos no canal uretral;
- uso de dispositivos à vácuo para ajudar a obter e manter a ereção;
- o sildenafil (Viagra) é um medicamento que só deve ser usado se prescrito por urologista, após investigar o caso do paciente, e não deve ser usado para melhora do desempenho em quem não tenha DE.


2. Tratamentos cirúrgicos

Tratamentos cirúrgicos para a correção de fatores de risco ou implante de próteses penianas semi-rígidas ou infláveis.


3. Distúrbios psicogênicos

Os distúrbios psicogênicos são enfrentados pelo uso de medicamentos específicos e/ou psicoterapia.

Em alguns casos de distúrbios psicogênicos, emprega-se uma combinação do tratamento específico da condição com outros métodos usados para os casos de DE orgânica.


O urologista deverá sempre ser consultado; o auto-diagnóstico e o auto-tratamento deverão ser evitados.  


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