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Atividade física e doenças respiratórias


A prescrição de atividade física para pacientes com problemas respiratórios só deve ser realizada após avaliação do grau de incapacidade respiratória, realizada por testes de função pulmonar.

A escolha das atividades que mais se enquadrem em cada caso, também vão sofrer influência de dados técnicos como: ventilação, freqüência respiratória e volume de ar corrente. Estes dados técnicos nada mais são do que informações da fisiologia individual de cada pessoa e que servirão de base à prescrição personalizada de cada prática física a ser ministrada.

As modalidades esportivas devem coincidir com os interesses dos pacientes, dando-se preferência àquelas que melhorem diretamente a habilidade de execução de suas atividades diárias e que possibilitem um melhor suporte de suas deficiências cardio-respiratórias.

Não se pode esquecer que muitas doenças respiratórias debilitam a capacidade do sangue de se tornar oxigenado e este fato, além de impossibilitar exercícios que exijam maior ventilação, atinge cada paciente de forma diferenciada.

O treinamento da musculatura que mobiliza a caixa torácica pode melhorar a força e a resistência dos músculos respiratórios. Por esta razão deve-se priorizar exercícios que trabalhem diretamente a resistência muscular localizada nos grupos musculares dos membros superiores e da caixa torácica como um todo, a fim de que estes músculos se tornem suporte para uma expansão da capacidade pulmonar.

Alguns médicos afirmam que as atividades físicas não recuperam pacientes com problemas respiratórios. Mas, em realidade, pacientes que mantém uma rotina regular de atividades físicas orientadas, podem aumentar muito seus níveis de tolerância ao exercício físico e limites fisiológicos, em comparação com pacientes inativos, fazendo com que fiquem mais resistentes às crises de suas doenças, podendo levar uma vida normal. Ou seja, estes pacientes com doenças respiratórias crônicas e graves, não ficam curados, mas ficam mais resistentes e capazes de sobrevir a uma crise mais aguda, tornando-se, em última análise mais saudáveis e com alto grau de tolerância às crises de suas doenças, por causa da atividade física.
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Publicado em: 01/05/2000. Última revisão: 01/01/2018
 COLABORADORES 
Newton Bittencourt dos Santos Newton Bittencourt dos Santos é graduado em Educação Física e especialista em Medicina e Ciências do Esporte pela UFRGS - Porto Alegre. Filiado à IAAF (Federação Internacional de Atletismo Amador).
todos artigos publicados

 PARA SABER MAIS 
ASTRAND, P. RODAHL, K. Tratado de fisiologia do exercício. Rio de Janeiro. Guanabara. 1988
C.I.D. - Classificação Internacional das Doenças - Porto Alegre. Sagra - Luzzatto. 1995