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Aceitando a si próprio


Existem muitas pessoas que não conseguem aceitar-se do modo como são, negando constantemente seus valores, suas qualidades e quaisquer características positivas que possam ter.

Casualmente, recebi um dia desses pela internet, um conto zen que aborda com grande beleza e simplicidade essa questão.

Normalmente as historias em formas de metáforas têm uma capacidade muito grande de provocar insights nas pessoas que as lêem, estimulados pela identificação consciente e inconsciente que acontece em todo o processo do conto.

“Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre sua beleza e o encanto daquele momento, o Samurai sentiu-se repentinamente inferior.

Ele então disse ao Mestre:
- "Por que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora?"

O Mestre falou:

- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei."

Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o Samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o Samurai perguntou novamente:

- "Agora você pode me responder porquê me sinto inferior?"

O Mestre o levou para fora. Era um noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse: - "Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior: " Por que me sinto inferior diante de você? " Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso."

O Samurai então argumentou:

- "Isto se dá porque elas não podem se comparar."

E o Mestre replicou: "Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta."

Espero que você leitor tenha entendido em seu coração a mensagem acima, de certo modo tão simples de aceitar e colocar em prática, mas ao mesmo tempo tão distante de muitos de nós. O planeta será muito mais belo e harmônico a partir do momento em que nos aceitarmos em nossa totalidade, pois assim estaremos contribuindo para tornar esse mundo um lugar ainda mais bonito de viver e de se conviver.
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Publicado em: 01/09/2000. Última revisão: 12/10/2017
 COLABORADORES 
Maury Braga Maury Braga é Psicólogo Clínico Graduado pela PUCRS - Porto Alegre e Licenciado em Educação Física pela UFRGS - Porto Alegre. CRP: 07/04436.
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